“Quando procurei a APAV para exercer voluntariado, sabia de antemão que não seria uma tarefa fácil, uma vez que o apoio à vítima de crime contempla algumas especificidades a nível profissional e também pessoal. Trabalhar nesta instituição não é ficar circunscrito à nossa área de formação, é conseguir dar respostas de cariz multidisciplinar às necessidades de cada utente. Foi esta vertente que me entusiasmou a constituir-me como voluntário desta instituição e gratificação pessoal que obtenho retiro-a sempre que podemos efectivamente corresponder às expectativas dos utentes que nos procuram. Paralelamente, o ambiente de partilha e de camaradagem que se estabelece entre os Técnicos de Apoio à Vítima é também uma mais-valia no desempenho da minha função. Funcionamos como uma rede coesa onde todos os esforços confluem em nome do superior interesse da vítima de crime.
O silêncio é o grande cúmplice da vitimação. Muitas vezes, é um silêncio que anda de mão dada com o medo e com a vergonha. Os voluntários são uma força importante nos Gabinetes de Apoio à Vítima. O voluntariado nesta instituição é um trabalho enriquecedor e desafiador a vários níveis, onde cada história toca de diferentes maneiras e a gratificação retira-se de cada pequena vitória, do quebrar das barreiras intransponíveis do silêncio, de cada história partilhada e das diligências efectuadas para apoiar os nossos utentes. Porque esperas? Está ao alcance de cada um fazer algo.”
Mário Veloso
23 Anos
Psicólogo
Voluntário no Gabinete de Apoio à Vítima de Coimbra
Esperamos que vos incentive,
NEVIS
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